cuidados a ter com a saude do cao

Os primeiros meses de vida do seu cão consistem num período de extrema importância a nível de crescimento e desenvolvimento. Existem vários cuidados de saúde a ter com o seu cão e, se o fizer, estará a criar as bases para que ele tenha um futuro saudável na sua companhia.

O cão é conhecido como o melhor amigo do homem. Por ser um animal com bastante personalidade e muitas qualidades, que conquista facilmente a maioria das pessoas com demonstrações de carinho e muita vontade de brincar. São dóceis, protetores, agitados e companheiros. Contudo, é necessário atenção a alguns cuidados de saúde a ter com o se cão para prevenir eventuais doenças.

É importante compreender o comportamento e as rotinas do seu cão, para que possa reconhecer rapidamente os sinais se algo não estiver bem. Também é importante entender alguns marcos fundamentais, como a administração de vacinas e os reforços das mesmas.

Quais são os principais sinais que indicam que o seu cão está doente?

Todos os donos conhecem bem os seus animais de estimação. Conhecem os hábitos, os gostos, o comportamento e as maneiras que cada animal tem de diferente. E este é o 1º passo para entender quando é que o seu cão está doente, porque o principal sintoma é a mudança comportamental. Enquanto uns ladram e choram, outros ficam apáticos e sem energia.

Para manter o seu cão sempre feliz e com uma vida plena, é fundamental ter sempre água e uma alimentação adequada, manter uma rotina de exercícios, cuidar da limpeza do ambiente e visitar o veterinário regularmente. Este é um dever que cabe apenas a si. Por isso, é importante conhecer os sinais, os problemas de saúde mais comuns, os seus principais sintomas e métodos de prevenção.

As doenças comuns dos cães podem ter na sua origem diversos fatores, que podem ser de gravidade variável. Mas, se o animal não consegue falar para dizer ao dono como está a sentir-se, pelo menos não de forma direta, então como identificar uma doença que esteja a sentir? Existem sintomas fáceis de reconhecer que devem estar atentos. São eles que vão ajudar na decisão de procurar a ajuda de um médico veterinário.

Mudanças no apetite

A quantidade de alimentos ingeridos pode variar com a idade, sexo ou época do ano. No verão comem menos, porque as necessidades energéticas despendidas na manutenção da temperatura corporal são menores. Ou seja, se estiver demasiado calor, tornam-se mais preguiçosos e desenvolvem menos atividade física. Se começarem a perder peso sem terem iniciado dieta, ou mudado o estilo de vida, é motivo para preocupação.

A maior parte das doenças infeciosas provoca perda de apetite, mas a diabetes e o hipertireoidismo canino provocam o aumento do mesmo, acompanhado pela perda de peso.

Aumento na ingestão de água

Este fator é condicionado pela temperatura ambiente, quantidade de exercício e teor de sal na dieta. Mas um aumento permanente, muitas vezes acompanhado de aumento da quantidade de urina produzida, pode ser sintoma de diabetes, insuficiência renal ou infeção uterina.

Vómitos

Os cães são animais que vomitam com alguma facilidade. É comum que o vómito nos cães aconteça ocasionalmente, sendo apenas um sinal de que o cão comeu algo que não lhe fez bem. Os vómitos podem provocar desidratação e, se forem acompanhados de alterações no comportamento habitual, são motivo de preocupação.

Diarreia

Na maioria das vezes os vómitos e a diarreia andam a par. Por vezes as fezes poderão ser acompanhadas de sangue. A origem do sangramento será a parte terminal do intestino (cólon) e poderá ser um acontecimento esporádico, sem consequências, relacionado com inflamação ou colite, por indiscrição alimentar. Não será importante, desde que não seja persistente ou recorrente e que o animal esteja bem disposto e vacinado com o plano habitual de protocolo vacinal. O sangue escuro poderá ser problemático e deve ser causa suficiente para uma consulta ao seu médico veterinário.

Alterações comportamentais e mudanças de hábitos de rotina

Um animal que se torna inexplicavelmente agressivo, ou que, pelo contrário, fica mais apático, deve-se investigar se é uma dor aguda ou crónica, que estará por detrás destas alterações de atitude.

É importante salientar que, se o seu cão se cansa mais a fazer o mesmo tipo de esforço físico, se fica com a língua arroxeada e se recusa a sair, quando antes adorava passear, pode estar a sofrer de doença cardíaca ou respiratória. Além disso, se o seu cão tem dificuldade em se levantar, assimetria da coluna ou dos membros, dor à palpação óssea ou inchaço nas articulações, são motivo para recorrer a uma consulta. As Artrites, artroses, luxações e fraturas, são doenças que requerem tratamento preventivo.

Alterações dermatológicas

Falhas no pêlo, feridas e descamação são as principais manifestações cutâneas de doenças que podem ter localização em qualquer órgão ou sistema, mas cujos sintomas superficiais são os mais evidentes. Como primeira abordagem a um problema dermatológico deve começar pela desparasitação externa e fazer uma escovagem minuciosa Desta forma, vai poder observar cuidadosamente a pele, verificar a extensão e localização das lesões, e descartar a presença de parasitas externos.

Otites

As otites aparecem com alguma frequência e podem ser muito incómodas ou até mesmo dolorosas. O diagnóstico começa em casa e deve estar atento a sinais como, a cera muito escura, corrimento purulento, prurido intenso localizado na zona das orelhas, inclinação da cabeça para um dos lados e andar em círculo.

Cuidados primários básicos a ter com o seu cão

Os animais de estimação são uma fonte de alegria para toda a família. Mas, ao mesmo tempo, exigem muita responsabilidade e são motivo de constante preocupação por parte dos donos. Cuidar começa por recolher, adotar, alimentar, acarinhar e proteger um animal.

A educação do seu animal é cada vez mais uma exigência para um bom convívio na sociedade. Por isso, é importante, desde tenra idade, conhecer e estar atento aos cuidados de saúde a ter com o seu cão, nomeadamente a desparasitação e a vacinação.

Desparasitação

Todos os dias o seu cão está sujeito a ser infestado por pulgas, carraças, piolhos e mosquitos. Embora este deva ser um tema seguido pelo seu veterinário, os donos devem ser os principais responsáveis pelas desparasitações, não devendo alhear-se desta preocupação. É de referir que existem 2 tipos de desparasitação em simultâneo: a externa e a interna.

A desparasitação externa visa proteger o animal contra piolhos, pulgas, carraças e até mosquitos. Pode encontrar vários tipos de desparasitantes externos. Uns combatem apenas os piolhos, pulgas e carraças, outros combatem, para além destes, os mosquitos (que podem transmitir doenças como a Leishmaniose). Normalmente, encontra estes medicamentos em formato de comprimidos, pipetas, coleiras ou spray.

A desparasitação interna combate os parasitas que estão dentro do sistema do seu cão. Esta costuma ser administrada via oral, através de um comprimido. Deve-se começar a fazer a desparasitação interna desde os 15 dias de idade, repetindo este tratamento de 15 em 15 dias até aos 3 meses de idade e depois de mês a mês até aos 6 meses. Após os 6 meses de idade e em toda a vida adulta, o cão deve ser desparasitado de 3 em 3 meses.

Vacinação

Tal como no ser humano, a vacinação é uma das grandes armas na prevenção de doenças em animais domésticos. Deste modo, a vacinação do seu cão trata-se de um assunto de saúde pública e contribui para a proteção de outros animais, evitando assim, surtos de doenças. Portanto, a vacinação é um dos cuidados de saúde a ter com o seu cão desde o início da sua vida.

Enquanto mamam, os cães recebem da mãe anticorpos que os protegem contra algumas doenças, mas a partir do desmame esta proteção vai diminuindo e acaba por desaparecer completamente. Enquanto estes anticorpos estão presentes não permitem que o cão responda adequadamente às vacinas e desenvolva a sua própria imunidade para certas doenças.

Os cães devem ser vacinados a partir das 8 semanas. Devem também realizar 2 reforços, com 3 a 4 semanas de intervalo. A vacinação contra a raiva é obrigatória por lei, pode ser dada a partir dos 3 meses de idade e não necessita de reforço, apenas tem de ser repetida anualmente.

A vacinação tem de ser realizada sempre antes de qualquer evidência de doença. Após a administração de uma vacina, os cães podem ter reações ligeiras e curtas que se traduzem por febre ligeira, dores musculares ou sonolência. Raramente ocorrem reações adversas mais fortes, cujo efeitos secundários podem traduzir-se por um inchaço no rosto, erupções cutâneas e vómitos. Caso isso aconteça deve dirigir-se imediatamente com o seu cão ao veterinário mais perto de si.

Ao seguir esta rotina, o seu cão pode prevenir eventuais problemas de saúde para que ambos se sintam mais felizes e estejam mais tempo juntos. Desde a nutrição adequada, exercício, prevenção de parasitas a check-ups pelo seu veterinário, há diversas medidas preventivas que pode tomar para impedir que o seu cão fique doente ou ferido.

Os animais de estimação são membros da família e, por isso, devemos tratá-los como tal. É nosso dever dar-lhes amor, carinho e atenção. Ao mesmo tempo, temos a função de os proteger de fatores externos prejudiciais ao seu bem-estar, como os parasitas. Deste modo, é importante estar atento aos cuidados de saúde a ter com o seu cão, para o seu patudo ser saudável e ter o melhor conforto. Tutores responsáveis são tutores atentos, que, por o serem, detetam, precocemente, qualquer sinal de que algo se passa com o seu cão.